Todo ranking, seja qual for o critério de pontuação, é polêmico. Um ranking histórico, a bem da verdade, é uma tentativa de agrupar, numa só classificação, tudo de melhor e de pior de cada clube participante. Estabeleci meu ranking histórico do Catarinense da 1a Divisão considerando fundamentalmente o percentual de aproveitamento de cada clube em cada edição da competição.
Mas por que percentual de aproveitamento ao invés de pontos ganhos? Por duas razões:
1) Até 1994, a regra era de que vitória valia 2 pontos. Foi a partir da Copa do Mundo de 1994 que a FIFA implantou os 3 pontos por vitória (prática que já havia sendo adotada desde 1982, na Inglaterra), passando assim a CBF e suas federações filiadas a fazerem o mesmo (exceção feita a algumas competições pontuais, mas isto é assunto que foge a ideia deste blog).
2) Como as fórmulas de disputa variavam a cada ano, o número de jogos disputados idem.
Ou seja, considerar pura e simplesmente a soma dos pontos ganhos e desconsiderar a igualdade de cada edição do Campeonato Catarinense, não pode ser admissível. Para se ter uma ideia, em 1989 o campeão teve que fazer 52 jogos, enquanto que o campeão de 2003 entrou em campo apenas 14 vezes. Se formos simplesmente somar os pontos ganhos, fica evidente a desvantagem, neste caso, ao campeão de 2003. E nem poderia um ranking, somando os pontos ganhos, concordar que uma vitória após 1994 valha mais (3 pontos) do que uma anterior a 1994 (2 pontos).
Como um ranking não pode se fazer de cego diante destas distorções, preferiu-se adotar os percentuais de aproveitamento, pois estes, seja qual for o ano, a fórmula, o número de pontos por vitória ou de jogos, sempre terão o mínimo de 0% e o máximo de 100% em cada competição. Ou seja, todos os campeonatos terão o mesmo peso.
No post seguinte, o ranking do blog do Campeonato Catarinense da 1a Divisão. Coloquei apenas a pontuação dos 10 primeiros.
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